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Antecedentes da infografia jornalística

A infografia na imprensa

Desde que a imprensa nasceu no século XVIII, muitos meios já incluíam em suas tiragens diárias mapas, fatos em sua maioria com pouco conhecimento de cartografia, mas serviam; visto que orientavam geograficamente aos leitores, numa época em que poucos sabiam que era um mapa. No início a infografia foi uma derivação do que Hodgson (1977) denominou “Pictorial Journalism” que não era mais do que o uso de desenhos para acompanhar informação.

Este conceito foi utilizado até quase meados do século XX: a infografia era considerada como os desenhos ou ilustrações que enfeitavam a informação e a seus criadores como desenhistas. Este estigma foi o principal problema pelo qual até o dia de hoje muitas redações considerem ao infografistas como um desenhista e não um comunicador ou jornalista visual.

Mas a pesar de todo o avanço e mudanças que teve o uso da infografia nos meios de comunicação nos últimos anos, ainda hoje existem Jornais onde a infografia continua ilustrando e tampando buracos nas páginas e não pensem que esses jornais estão no terceiro mundo ou perdidos em alguma ilha do Pacífico, esses meios estão muito próximos a nós.

O surgimento da infografia moderna

O grande salto da infografia nas redações foi da mão de um dos meios de comunicação mais inovador: o USA Today, primeiro jornal norte-americano que circulava a nível nacional. Inspirado no leitor dos 80 ’que se informava, em essa época, pela televisão e dispunha menos tempo para folhear com tranqüilidade um jornal todos os dias e também daquele outro leitor  que  entendia sua realidade a cor e não em branco e preto.

O USA Today marcou diferença por sua arquitetura informativa com textos breves, concisos e de ágil leitura, além de oferecer entradas à informação com: destaques, sublinhados, textos simplificados, apoios e outros muitos que ao dia de hoje são freqüentes encontrar na imprensa atual. Importante também foi a forma de ordenar o corpus ou cadernos bem definidos por uma cor específica e impressos independentemente.

Mas o que revolucionou e cativou ao leitor foi o presente que lhe entregaram à informação visual. Grandes fotografias, expressivas, que contavam histórias e transmitiam emoções e principalmente… Infografias diárias e em cada corpu!.

São famosos os gráficos estatísticos que se publicavam todos os dias na portada do jornal e na portada de cada um de seus cadernos, os chamados: Snapshots que de forma inteligente comparavam, mostravam diferenças e davam oportunidade ao leitor para que tire suas próprias conclusões. A página do tempo do jornal, utilizando a cor como uma linguagem para comunicar as temperaturas revolucionou e deu maior importância aos dados do tempo.

1990 A guerra do Golfo

A meta da I Guerra do Golfo, a primeira guerra televisionada ao vivo para todo o mundo (CNN) desatou uma avalanche de gráficos numa batalha peculiar na qual não tinha jornalistas e os poucos que cobriam desde a linha de fogo estavam subordinados ao controle e censura do exército norte-americano.

Durante o desenvolvimento do conflito O Sol rodou diariamente uma dupla página a toda cor (um esforço extraordinário imposto pelos editores sem razão alguma, visto que informativamente a contribuição não era muito importante). É uma fase de muita experimentação que permitiu o desenvolvimento da infografia em todo o mundo, especialmente na Espanha, que depois da guerra experimentou outro grande acontecimento de importância mundial.

Os Jogos Olímpicos de Barcelona e a Exposição Universal de Sevilla impulsionaram a infografia de qualidade e converteram a Espanha numa referencia mundial desta especialidade em só dois anos, circunstância que ainda hoje ostenta. Embora, na atualidade a tendência seja aumentar o número total de gráficos, mas reduzir o tamanho dos mesmos.


A infografia nos dias de hoje

Atualmente a tendência nas infografias é mais analítica que ilustrativa. Procuram-se infografias que tenham um importante impacto visual, entretanto os   gráficos e esquemas transmitam informação, comparação e dados que  permitam ao leitor navegar pelo gráfico. O resumo visual e a análise da informação são as bases destes gráficos, menos artísticos, porém mais ricos em conteúdo e dados.

 


Por que a infografia prende o leitor?


Este mapa publicado em 11 de setembro de 1702 é o primeiro gráfico na imprensa que se conhece. Mostra a tentativa de ocupação da baía de Cádiz por tropas inglesas.


Diferentes Snapshots que acompanhavam todas as portadas do USA Today


Outro exemplo das "explicações" visuais do USA Today.


Exemplo de um gráfico atual, com bom uso do 3D, da linguagem cromática e principalmente o resumo da informação. Gráfico de Alberto Esquadra do Houston Chronicle.

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